O texto a seguir é uma repostagem da publicação original feita em 26 de maio de 2020 em meu blog não relacionado a Resident Evil. Ele foi escrito ainda no primeiro caos da pandemia e optei por não fazer alterações. As coisas não mudaram muito, exceto o fato de que nos acostumamos em excesso com o horror.
Neste ano de 2020, foi lançado remake, a reimaginação, a versão 2020 (ou seja lá como você preferir chamar) de Resident Evil 3 Nemesis. A história do jogo nos traz uma grande (e bastante desconfortável) ironia para este período de pandemia: Resident Evil 3 retrata justamente o momento em que a epidemia do T-vírus assola Raccoon City, transformando as pessoas em zumbis e espalhando o caos na cidade.
Resident Evil 3 (2020) (que vou chamar de RE3R) foi lançado no dia 3 de abril. A essa altura, o coronavírus já estava bastante espalhado pelo mundo, inclusive aqui no Brasil. A recepção do jogo foi controversa entre os fãs da velha guarda – se, por um lado, o jogo fez um ótimo trabalho de uso da RE Engine e aprofundou alguns personagens muito queridos, por outro apagou elementos extremamente importantes da história original, o que torna altamente questionável se esse jogo cumpre sua proposta como remake.
Pessoalmente, o resultado final não me agradou nem um pouco. Mas há alguns elementos nele que caíram assustadoramente como uma luva para o contexto pelo qual estamos passando. Então, mais do que falar dos méritos ou deméritos do jogo, hoje quero discutir um pouco como ele me atingiu dentro do contexto de pandemia que estamos vivendo.
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