Spencer e a preservação da memória para viver para sempre

Quando uma pessoa morre, suas lembranças, seu conhecimento, suas memórias, tudo se perde para sempre. E isso é verdade tanto para pessoas comuns com vidas comuns quanto para grandes cientistas ou filósofos. Ozwell E. Spencer acreditava que isso era uma lástima e que a partida de grandes mentes era uma perda para a humanidade. Porém, mais do que isso, ele mesmo se considerava uma dessas mentes, o que o levou a buscar uma maneira de contornar a morte e o desaparecimento de sua memória.

De todas as formas de memória que Resident Evil Requiem aborda, a memória “física” extrapolou as minhas expectativas, já que eu não imaginava sequer que Spencer teria um papel tão central na trama e muito menos que veríamos uma outra frente da pesquisa que ele confiou a Alex Wesker.

Mas há algo de mais profundo nessa preservação de memória. Spencer sabia que poderia não alcançar seus objetivos de vida eterna; por isso, ele garantiu que sua memória perante o mundo — seu legado — permanecesse viva, manipulando tudo e todos até o fim de sua vida.

O texto de hoje é sobre tudo isso e mais um pouco.

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