Uma breve consideração improvisada sobre como Resident Evil: Condenação nos dá algumas dicas sobre a guerra na Ucrânia

Hoje ia sair um texto sobre outro assunto no blog, mas com a invasão do presidente russo Vladimir Putin à Ucrânia, achei melhor falar sobre outro assunto que, por incrível que pareça, ainda tem a ver com Resident Evil. Este é um texto escrito rapidamente e improvisado e pode ter erros de revisão.

Vocês se lembram, em Resident Evil: Condenação, qual era o contexto da estada do Leon na República Eslava do Leste (que vou chamar de REL), país fictício presidido por Svetlana Belikova? Bom, o nome do país diz muita coisa: é claramente um país do leste europeu, cujos nomes dos personagens e arquitetura da cidade são a clara sensação de que estamos em um país muito semelhante à Ucrânia ou um pedacinho da Rússia que se tornou um país à parte.

O que vemos no filme é uma guerra no Leste Europeu, próxima da Rússia e com participação tanto russa quanto norte-americana. Não é exatamente igual a o que estamos vendo agora, pois ali há uma guerra civil com intervenção de outros países, enquanto na Ucrânia real mesmo os conflitos internos já estavam relacionados com interesses externos, mas pode nos ajudar a pensar. Meu ponto não é fazer comparações forçadas ou dizer que cada grupo do filme representa um lado do conflito real (longe disso), mas apontar como os conflitos de jogos de interesse são complexos e que temos que ir muito além de dividir isso entre “bonzinhos e malvados”.

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Jason “Rambo”, herói do Penamistão, e os traumas de guerra – Analisando Resident Evil: Infinite Darkness, parte 3

Alertas: Este texto contém alusões a temas muito sensíveis como traumas de guerra, tortura psicológica e suicídio. Também contém spoilers da série Resident Evil: Infinite Darkness.

Embora os protagonistas anunciados de Resident Evil: Infinite Darkness fossem Leon e Claire, o enredo da série girou em torno da Guerra Civil no Penamistão, da qual o protagonista é principalmente Jason, chamado de “herói do Penamistão”. O veterano de guerra, no entanto, está longe de se ver como um herói.

Desde o período de divulgação, tive a sensação de que Jason seria um personagem ambivalente dentro da história. Isso se confirmou na obra completa, e ele acabou até sendo o “chefão final” da série. A meu ver, no entanto, isso não o torna exatamente um vilão, mas também não exatamente um anti-herói. Embora isso não tenha sido explorado adequadamente no enredo, ele é na verdade um personagem bastante complexo que não é fácil de compreendermos com uma simples dicotomia entre bem e mal.

Este olhar me fez suspeitar que Jason não estava muito bem.

Jason sabe a verdade sobre o que aconteceu no Penamistão e só recebeu a honra de herói para que a imagem de seu superior, o então major-coronel Wilson, fosse promovida. Foi assim que Wilson alcançou o posto de Secretário Geral da Defesa, um dos cargos mais importantes e influentes do Estado Americano.

Junto dos outros Cães Ferozes (Mad Dogs), então, Jason foi obrigado a cumprir ordens secretas e ilegais de Wilson para que ele lhes fornecesse o inibidor do vírus com que haviam se infectado no Penamistão. E essa chantagem, junto das experiências traumáticas de guerra, foi mexendo com a sanidade de Jason e com suas convicções.

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O Penamistão e as guerras da vida real – Analisando Resident Evil: Infinite Darkness, parte 2

Este texto contém spoilers de Resident Evil: No Escuro Absoluto.

Resident Evil: Infinite Darkness ou No Escuro Absoluto tem uma porção de referências históricas e paralelos políticos não exatamente sutis em seu enredo. Embora esses elementos tenham sido explorados com superficialidade pela execução final da obra, acredito que é bastante enriquecedor que nós os exploremos de modo a aprofundarmos o que a série em si não aprofundou.

Este é um texto com temas sensíveis e que possivelmente podem gerar polêmicas, mas aqui o debate deve ser feito com respeito tanto aos debatedores quanto aos grupos sendo discutidos. Se alguém vier de preconceito contra árabes, afegãos, chineses, muçulmanos ou de qualquer outro grupo cultural, terá seus comentários sumariamente apagados.

Penamistão e…Afeganistão?

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