Jason “Rambo”, herói do Penamistão, e os traumas de guerra – Analisando Resident Evil: Infinite Darkness, parte 3

Alertas: Este texto contém alusões a temas muito sensíveis como traumas de guerra, tortura psicológica e suicídio. Também contém spoilers da série Resident Evil: Infinite Darkness.

Embora os protagonistas anunciados de Resident Evil: Infinite Darkness fossem Leon e Claire, o enredo da série girou em torno da Guerra Civil no Penamistão, da qual o protagonista é principalmente Jason, chamado de “herói do Penamistão”. O veterano de guerra, no entanto, está longe de se ver como um herói.

Desde o período de divulgação, tive a sensação de que Jason seria um personagem ambivalente dentro da história. Isso se confirmou na obra completa, e ele acabou até sendo o “chefão final” da série. A meu ver, no entanto, isso não o torna exatamente um vilão, mas também não exatamente um anti-herói. Embora isso não tenha sido explorado adequadamente no enredo, ele é na verdade um personagem bastante complexo que não é fácil de compreendermos com uma simples dicotomia entre bem e mal.

Este olhar me fez suspeitar que Jason não estava muito bem.

Jason sabe a verdade sobre o que aconteceu no Penamistão e só recebeu a honra de herói para que a imagem de seu superior, o então major-coronel Wilson, fosse promovida. Foi assim que Wilson alcançou o posto de Secretário Geral da Defesa, um dos cargos mais importantes e influentes do Estado Americano.

Junto dos outros Cães Ferozes (Mad Dogs), então, Jason foi obrigado a cumprir ordens secretas e ilegais de Wilson para que ele lhes fornecesse o inibidor do vírus com que haviam se infectado no Penamistão. E essa chantagem, junto das experiências traumáticas de guerra, foi mexendo com a sanidade de Jason e com suas convicções.

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O Penamistão e as guerras da vida real – Analisando Resident Evil: Infinite Darkness, parte 2

Este texto contém spoilers de Resident Evil: No Escuro Absoluto.

Resident Evil: Infinite Darkness ou No Escuro Absoluto tem uma porção de referências históricas e paralelos políticos não exatamente sutis em seu enredo. Embora esses elementos tenham sido explorados com superficialidade pela execução final da obra, acredito que é bastante enriquecedor que nós os exploremos de modo a aprofundarmos o que a série em si não aprofundou.

Este é um texto com temas sensíveis e que possivelmente podem gerar polêmicas, mas aqui o debate deve ser feito com respeito tanto aos debatedores quanto aos grupos sendo discutidos. Se alguém vier de preconceito contra árabes, afegãos, chineses, muçulmanos ou de qualquer outro grupo cultural, terá seus comentários sumariamente apagados.

Penamistão e…Afeganistão?

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Analisando Resident Evil: Infinite Darkness, parte 1 – resenha e lore

Este texto contém spoilers de Resident Evil: Infinite Darkness e é o primeiro de um grupo de textos de análise ampla da série.

Resident Evil: Infinite Darkness não parece ter sido muito bem recebida pela fanbase. Embora me pareça que a maioria do público gostou, o meu círculo de amigos e conhecidos parece ter torcido o nariz para a série ou, mesmo que tenham gostado, tiveram uma visão bastante negativa dela.

Isso me pegou de surpresa, porque ainda que essa não seja exatamente uma obra prima, assisti com muita empolgação. Eu concordo com a maioria das críticas, mas não esperava que as pessoas tivessem achado tão ruim.

De qualquer modo, farei meus apontamentos iniciais sobre a série, e nos próximos textos faremos análises mais profundas baseadas nas referências históricas que ela trouxe. Bora lá!

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A controvérsia sobre a política da vida real em Resident Evil: Infinite Darkness

A poucos dias do lançamento de Resident Evil: Infinite Darkness, está rolando uma polêmica de que a Netflix pediu para que as pessoas que publicassem resenhas da série “não falassem sobre política” nelas. Esse não é o tipo de assunto que eu esperava abordar tão cedo por aqui, mas me sinto na obrigação de falar sobre ele porque nós, historiadores, ouvimos esta frase noite e dia e é extremamente cansativo.

Vamos ser simples: como não falar de política quando Infinite Darkness faz claras alusões a acontecimentos reais da nossa contemporaneidade, e acontecimentos tão sérios como guerras e decisões políticas? E mais: a Netflix achou mesmo que, ao aceitar publicar um material desses, não estaria sujeita a comentários políticos?

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8 Coisas que gostaríamos de ver em Infinite Darkness

A série Resident Evil: Infinite Darkness (No Escuro Absoluto na versão brasileira) chega à Netflix na próxima semana e a fanbase está ansiosa para descobrir o que espera Claire Redfield e Leon S. Kennedy. Há um amontoado de possibilidades interessantes que a série pode trazer, mas infelizmente sabemos que provavelmente não veremos, já que ela possuirá apenas 4 episódios de cerca de 25 minutos cada.

Mesmo assim, não custa sonhar, não é mesmo? Por isso, reuni algumas coisas que eu pessoalmente gostaria de ver e também algumas nas quais pensei me baseando no que tenho visto o pessoal falando nas redes sociais. Bora lá:

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