Resident Evil foi influenciado de forma tremenda por Exterminador do Futuro. Muitas dessas influências são bastante sutis ou ocultas, como em um personagem tipo ciborgue que acabou não sendo levado para a história final de Resident Evil 1 ou um look estilo Sarah Connor nas roupas extras da Jill em Resident Evil Remake. Mas, de todas elas, uma certamente se destaca e é a mais escancarada: o Nemesis.
A missão do Nemesis é essencialmente a mesma dos Terminators. Ele é um exterminador por excelência, nos moldes do T-800 de Arnold Schwarzenegger. Curiosamente, no entanto, ele foi baseado no T-1000 de Judgement Day, o que pode soar bastante estranho, já que o modus operandi do Nemesis é bem mais parecido com o do T-800: armamento pesado e força bruta.
Há vários anos a Capcom tenta inserir multiplayers em Resident Evil. Não é novidade para ninguém, entretanto, que isso não tem funcionado muito bem. Desde pelo menos o Operation Raccoon City até o mais recente RE:Verse, foram algumas fórmulas que fracassaram, tanto em termos de recepção dos fãs quanto comercialmente.
Isso quer dizer que Resident Evil não tem nenhum espaço para multiplayers de ação? Pois eu acredito que tem sim e a resposta está numa turminha muito querida na franquia: a UBCS (Umbrella Biohazard Countermeasure Service), carinhosamente conhecida como os Mercenários.
Capcom has been trying to insert multiplayers into Resident Evil for many years. It is not news to anyone, however, that this has not turned out very well. From at least Operation Raccoon City to the most recent RE: Verse, some formulas have failed, both in terms of fan reception and commercially.
Does that mean Resident Evil has no room at all for action multiplayers? Well, I believe that it does have, and the answer lies in some guys very dear to the franchise: the UBCS (Umbrella Biohazard Countermeasure Service), also known as the Mercenaries.
O texto a seguir é uma repostagem da publicação original feita em 26 de maio de 2020 em meu blog não relacionado a Resident Evil. Ele foi escrito ainda no primeiro caos da pandemia e optei por não fazer alterações. As coisas não mudaram muito, exceto o fato de que nos acostumamos em excesso com o horror.
Neste ano de 2020, foi lançado remake, a reimaginação, a versão 2020 (ou seja lá como você preferir chamar) de Resident Evil 3 Nemesis. A história do jogo nos traz uma grande (e bastante desconfortável) ironia para este período de pandemia: Resident Evil 3 retrata justamente o momento em que a epidemia do T-vírus assola Raccoon City, transformando as pessoas em zumbis e espalhando o caos na cidade.
Resident Evil 3 (2020) (que vou chamar de RE3R) foi lançado no dia 3 de abril. A essa altura, o coronavírus já estava bastante espalhado pelo mundo, inclusive aqui no Brasil. A recepção do jogo foi controversa entre os fãs da velha guarda – se, por um lado, o jogo fez um ótimo trabalho de uso da RE Engine e aprofundou alguns personagens muito queridos, por outro apagou elementos extremamente importantes da história original, o que torna altamente questionável se esse jogo cumpre sua proposta como remake.
Pessoalmente, o resultado final não me agradou nem um pouco. Mas há alguns elementos nele que caíram assustadoramente como uma luva para o contexto pelo qual estamos passando. Então, mais do que falar dos méritos ou deméritos do jogo, hoje quero discutir um pouco como ele me atingiu dentro do contexto de pandemia que estamos vivendo.
Este texto contém spoilers de Resident Evil Village e diversas referências a este texto aqui.
As criaturas que Ethan Winters enfrenta mais frequentemente em Resident Evil Village são os lycans ou licanos. Desde o primeiro trailer, esses monstros já criaram polêmica, pois muita gente se irritou que o jogo possuía inimigos “sobrenaturais” e que isso não era Resident Evil. Mas o Peter Fabiano logo esclareceu que havia uma explicação coerente com o universo de RE para tudo aquilo, e de fato tinha, pois todos os vampiros, lobisomens e bonecas do demônio eram armas biológicas.
É verdade, no entanto, que os lobisomens são realmente criaturas místicas presentes no folclore e na religião de diversas culturas, e em Resident Evil Village podemos ver vários elementos das antigas histórias sobre esse ser.
Este texto contém spoilers de Resident Evil Village.
Um dos grandes mistérios a respeito de Resident Evil Village se dava em torno da velhinha doida do vilarejo. Quem era ela e qual o seu papel na história? Parte das especulações buscavam uma resposta no folclore romeno e, agora que o jogo está disponível, algumas das associações feitas se mostraram corretas. A união desses contos constituiu um folclore próprio da região dentro do universo de Resident Evil, dando origem à lenda Village of Shadows, que a meu ver dá nome ao jogo mais do que à vila como cenário.
Pois hoje vamos discutir um pouco sobre algumas dessas lendas e pensar no que elas podem dizer sobre o próprio Village.
Este texto contém spoilers de Resident Evil Village.
Chegou a hora de começar a falar pra valer de Resident Evil Village.
Como não pude jogar e sim só assistir, focarei na história e sua posição no lore de Resident Evil. Não pretendo abordar tudo, pois há material nesse jogo para discutirmos eternamente! Este texto não é uma resenha ou análise, e sim mais um comentário de algumas impressões que ficaram na minha cabeça, as quais podem inclusive mudar no futuro.
Para mim, a pedra fundamental de Resident Evil Village é a lenda que vemos “Mia” lendo para Rose desde os primeiros trailers. Ela é a base do cenário e também, a meu entender, a origem do nome “Village” (Village of Shadows) no nome do jogo. Até agora, não encontrei uma indicação de que a história seja de fato uma lenda romena, mas ela traz elementos de algumas que são reais e que podem ter sido usadas para construir a do jogo.
Este texto é livre de spoilers de Resident Evil Village.
Para uma melhor visualização das imagens (e por problemas técnicos), sugiro que quem está lendo no celular o deixe em posição paisagem.
Resident Evil já foi ambientado em diversos lugares do mundo e com Village, que chegará a nós no próximo dia 7, não tem sido diferente. A bola da vez é a Romênia, um país localizado no sudeste europeu que tem uma história muito interessante e uma cultura muito rica. Que eu me lembre, o país não foi oficializado como localização do jogo, mas por motivos que contarei aqui ele tem clara inspiração na região. Que tal, então, falarmos um pouco desse país para nos aquecermos para o RE Village e chegarmos ao Castelo Dimitrescu mais preparados?
Sejam muito bem-vindos e muito bem-vindas ao Arklay’s Library! Este é um blog dedicado a falar de Resident Evil de diversas maneiras, mas principalmente abordando a série a partir da minha profissão: a História.
Resident Evil nos traz duas dimensões da história: a que está dentro do jogo, que é um universo alternativo à nossa realidade, mas cheio de semelhanças com ela que podem nos fazer refletir sobre nós mesmos, e a que vem de fora e que influencia o modo como o jogo, os filmes, os livros, os quadrinhos etc são construídos – o famoso contexto histórico de criação de uma obra. Resident Evil é um produto de arte que é fruto de seu meio e de seu tempo, mas é um produto tão rico que seu próprio universo também tem suas especificidades históricas. Para nós, que gostamos do lore da franquia, acredito que há muitas discussões interessantes que podem ser feitas para pensarmos mais a fundo nossa série favorita.
Mas quem sou eu? Meu nome é Ingrid. Eu vim ao mundo junto com Resident Evil em 1996 e a franquia tem sido a minha paixão por literalmente a minha vida inteira. Mas eu tenho duas outras grandes paixões: uma é a História, na qual eu me formei Bacharela e Licenciada. A outra é a escrita. Sempre escrevi muitas histórias, fanfictions, poemas, mas acima de tudo blogs. Tive vários blogs ao longo da vida dos mais diversos assuntos, e ainda mantenho meu blog ‘pessoal’, no qual escrevo sobre assuntos variados sempre que me vem algo na telha. Mas nenhum deles nunca foi dedicado a Resident Evil, embora eu tenha escrito alguns textos sobre em alguns deles.
No entanto, ao longo dos anos, as ideias nunca pararam de vir! E nem sempre o que eu queria escrever sobre RE se encaixava no meu blog, por mais que ele seja um espaço livre. Então, depois de muito tempo pensando, e com o incentivo de uma das pessoas maravilhosas que ser fã de Resident Evil me fez conhecer, meu amigo Felipe Demartini, do New Game Plus e do saudoso Resident Evil SAC, decidi unir minhas três paixões neste blog.
Espero que gostem do conteúdo que trarei para vocês aqui e espero, do fundo do coração, contribuir com a comunidade de Resident Evil! See you around!